Barcarena, no Pará, voltou a aparecer entre os destaques nacionais em desempenho fiscal. O município lidera o país em capacidade de arrecadação e ocupa o segundo lugar no pilar Fiscal do ranking As Melhores Cidades do Brasil, produzido pela VEJA Negócios em parceria com a Austin Rating. A avaliação considera 253 indicadores que medem eficiência da administração, dinamismo econômico e capacidade de inclusão.
O resultado, embora represente uma fotografia estatística, tem implicações práticas na rotina da prefeitura, nas estratégias das empresas e na vida dos moradores.
Arrecadação forte garante mais autonomia ao município
Ser líder nacional em capacidade de arrecadação significa que Barcarena consegue converter sua base econômica, marcada pelo complexo portuário e industrial, em receita efetiva para os cofres públicos.
Na prática, isso reduz a dependência de transferências federais e estaduais e dá ao município condições de financiar parte das suas demandas estruturais com recursos próprios.
Gestão fiscal favorável reduz risco e melhora o ambiente de negócios
O desempenho também reflete maior controle das despesas e capacidade de manter as contas equilibradas. Para a administração pública, isso significa um orçamento mais previsível e espaço para planejar ações de médio e longo prazo sem comprometer o caixa.
Para empresas, especialmente aquelas que operam no polo industrial e no Porto de Vila do Conde, o indicador funciona como um sinal de estabilidade institucional. Cidades com gestão fiscal sólida tendem a oferecer menos riscos operacionais e maior agilidade na execução de políticas voltadas à infraestrutura, mobilidade e ordenamento urbano, elementos que pesam na decisão de ampliar investimentos.
Equilíbrio das contas permite ampliar investimentos estruturantes
Estar entre os dois melhores municípios do país em indicadores fiscais coloca Barcarena numa posição diferenciada: ter fôlego para investir ao mesmo tempo em expansão urbana, serviços públicos e apoio à atividade econômica.
Em termos práticos, o equilíbrio financeiro facilita a execução de obras contínuas em áreas como pavimentação, abastecimento de água, iluminação pública e intervenções em eixos fundamentais para o avanço do município.
Embora os indicadores sejam técnicos, seus efeitos são perceptíveis no dia a dia. Com maior estabilidade fiscal, há menos risco de paralisação de serviços, interrupção de contratos ou adiamento de obras. A administração passa a trabalhar com margem para manter serviços básicos e avançar em programas de inclusão, qualificação profissional e digitalização, pilares que compõem o IISD, índice usado no ranking.
O impacto não é imediato ou homogêneo, mas tende a se refletir gradualmente na infraestrutura urbana, na oferta de serviços e na capacidade de atrair iniciativas sociais e tecnológicas. A combinação de alta arrecadação, gestão estável e capacidade de investimento projeta o município como peça-chave no corredor logístico amazônico e amplia sua relevância entre empresas que buscam ambientes sólidos para operar.


































