A nova Base Integrada Fluvial Baixo Tocantins partiu na última quinta-feira (8) rumo ao Furo do Capim, onde será instalada, marcando mais um avanço na estratégia do Governo do Pará para reforçar a segurança nos rios da região. A estrutura, concluída pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), ficará no município de Abaetetuba e terá atuação direta também nas proximidades da Vila do Conde, em Barcarena.
A base ainda passará por ajustes finais antes do início das operações, mas já integra o plano estadual de enfrentamento ao crime organizado nas rotas fluviais da Amazônia. O objetivo é ampliar a presença do Estado em áreas estratégicas utilizadas para o tráfico de drogas e outras práticas ilícitas.
Segundo o secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Ualame Machado, a Base Baixo Tocantins terá cobertura regional ampliada. “Ela ficará no Furo do Capim, próximo a Abaetetuba, mas cobrindo toda a região da Vila do Conde, em Barcarena, além de Ponta de Pedras, Muaná, Limoeiro do Ajuru, Igarapé-Miri e todo o Baixo Tocantins. Essa estratégia tem dado muito certo. Conseguimos aumentar em cinco vezes o número de apreensões de drogas com as bases fluviais integradas, modelo que hoje é referência nacional”, afirmou.
O investimento estadual na construção da nova base ultrapassa R$ 10 milhões. A iniciativa faz parte da política de segurança fluvial do Pará, considerada uma das principais frentes de combate ao crime organizado nas rotas ribeirinhas, que funcionam como corredores para o escoamento de entorpecentes dentro e fora do país.
Esta é a terceira base fluvial entregue pelo Governo do Pará. Atualmente, o estado já conta com duas estruturas em operação: uma no distrito de Antônio Lemos, em Breves, na região do Marajó, e outra no Estreito de Óbidos, no Baixo Amazonas. As duas unidades já resultaram em grandes apreensões de drogas e na desarticulação de organizações criminosas que atuam pelos rios.
Com atuação integrada das forças de segurança, as bases fluviais reforçam a presença do poder público em áreas consideradas vulneráveis, ampliam o enfrentamento ao tráfico de drogas e contribuem para aumentar a segurança de quem vive e circula pela malha fluvial do Pará.






























