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Economia

Entenda o que é e como vai operar o Projeto Luanga, âncora da ZPE de Barcarena

Iniciativa da Bravo Mining aposta na integração vertical dentro da ZPE, conectando a Província Mineral de Carajás ao polo industrial e portuário do município

O Pará caminha para um novo ciclo de industrialização mineral. Com a recente aprovação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Barcarena, o estado ganha o primeiro projeto âncora mineral do país desde 1988: o Projeto Luanga, da Bravo Mining Corp., que prevê a instalação de uma unidade de fundição para processar metais estratégicos como paládio, platina, ródio, ouro e níquel.

Localizado a cerca de 590 km de Barcarena, na Província Mineral de Carajás, o Depósito de Luanga é um dos maiores ainda não desenvolvidos do mundo em seu tipo — um projeto de mineração a céu aberto com vida útil estimada de 17 anos, conforme a Avaliação Econômica Preliminar (PEA) publicada pela empresa em 2025.

Como vai funcionar a operação

O estudo da Bravo apresenta dois cenários. O caso base prevê a venda do concentrado mineral a refinarias terceirizadas no exterior. Já o caso alternativo, escolhido como modelo para a ZPE Barcarena, aposta na integração vertical, ou seja, na construção de uma planta de processamento e fundição no próprio Pará, dentro da ZPE.

Essa unidade permitirá transformar os concentrados de metais em produtos finais, reduzindo custos logísticos, agregando valor à produção e ampliando a arrecadação local. O modelo prevê ainda a recuperação de enxofre durante o processo, com geração de ácido sulfúrico como subproduto, a ser comercializado para as indústrias de fertilizantes de Barcarena, que hoje dependem da importação dessa matéria-prima.

O investimento inicial estimado para o projeto é de US$ 677,6 milhões, com retorno previsto em 2,4 anos e taxa interna de retorno (IRR) de 49%. A produção média anual seria de 255 mil onças de paládio, 158 mil de platina, 15 mil de ródio, 8,5 mil de ouro e 8,5 mil toneladas de níquel, segundo o relatório técnico.

Sinergia com o polo industrial de Barcarena

O projeto se encaixa na estratégia estadual de transformar Barcarena em um hub de industrialização mineral e de produtos químicos. A cidade já abriga grandes plantas de alumina, combustíveis e fertilizantes, e a integração da Bravo na ZPE deve ampliar essa rede industrial.

Com o ácido sulfúrico gerado na fundição, empresas locais podem reduzir custos de produção e dependência de importações. Além disso, a operação contará com energia 100% renovável, a partir de uma parceria com a Casa dos Ventos, associada da TotalEnergies, reforçando o compromisso ambiental do empreendimento.

Incentivos e benefícios

Empresas instaladas em Zonas de Processamento de Exportação contam com isenção de impostos de importação, exportação, IPI, PIS/Cofins e facilidades cambiais por até 20 anos. No caso do Luanga, há ainda a possibilidade de enquadramento no regime fiscal da SUDAM, que prevê redução de até 75% do imposto de renda para empreendimentos na Amazônia Legal.

Esses incentivos, somados à infraestrutura portuária do Porto de Vila do Conde, à futura conexão ferroviária e à energia abundante, tornam Barcarena um ponto estratégico para o processamento de minerais críticos — um dos eixos da política nacional de minerais estratégicos.

Sustentabilidade e potencial de expansão

Além da licença ambiental preliminar já concedida, a Bravo mantém ações de governança e responsabilidade socioambiental, como o plantio de mais de 42 mil árvores e a contratação de mão de obra local. A empresa também avalia ampliar a produção para até 20 anos de vida útil, com o aproveitamento de materiais estocados e novas frentes de exploração.

Para o CEO da Bravo Mining, Luís Azevedo, o reconhecimento do Projeto Luanga como âncora da ZPE Barcarena “representa um marco fundamental tanto para a Bravo quanto para o Estado do Pará”.

© Ben Phillips Photography

“Temos orgulho de ver o Projeto Luanga reconhecido como a âncora desta nova ZPE – o primeiro projeto mineral selecionado desde a criação da primeira Zona de Processamento de Exportação do Brasil, em 1988. Esta iniciativa está perfeitamente alinhada com a estratégia brasileira de fomentar um fornecimento sustentável e seguro de minerais críticos, que inclui o processamento a jusante, promovendo a industrialização regional, a geração de empregos e o desenvolvimento de uma base tecnológica para o processamento mineral em uma das regiões mineradoras mais prolíficas do país”, afirmou.

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