A Norsk Hydro se pronunciou sobre a decisão do Tribunal de Roterdã, que deu continuidade ao processo movido pela Associação Cainquiama e nove indivíduos contra a multinacional norueguesa e suas subsidiárias holandesas. A decisão, emitida no último dia 29 de maio de 2024, determinou que o caso seguirá para maiores discussões em primeira instância, rejeitando a alegação de prescrição dos fatos apresentada pela empresa.
“A Hydro nega as alegações apresentadas pelos requerentes. A principal alegação apresentada no caso é o suposto vazamento das áreas de armazenamento de resíduos de bauxita da Alunorte após fortes chuvas em Barcarena em 2018. A Hydro reitera que nenhum transbordo foi confirmado por mais de 90 inspeções no local, inclusive pelas autoridades competentes”, afirmou a empresa.
A Hydro também destacou que “as atividades da Alunorte e da Albras na região de Barcarena são devidamente licenciadas e as operações são monitoradas e auditadas pelas autoridades competentes. A Hydro tem o compromisso de ser uma boa vizinha, agindo com responsabilidade e colocando a saúde, o meio ambiente e a segurança em primeiro lugar onde quer que opere.”
O processo movido na Holanda alega que a exposição a resíduos tóxicos do processamento de bauxita causou problemas de saúde entre os moradores de Barcarena. Representando cerca de 11 mil pessoas, os demandantes, incluindo a Associação Cainquiama e nove indivíduos, buscam indenização por danos morais e materiais causados pela exposição contínua a resíduos tóxicos, resultado das operações de processamento de alumínio na região.
















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