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Desenvolvimento

North Açaí avalia instalar nova planta na ZPE de Barcarena e pode dobrar capacidade de produção para exportação

Empresa estuda a construção de uma planta com capacidade de armazenagem de até 2 milhões de quilos de polpa, o dobro do volume atual.

A Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec) recebeu nesta sexta-feira (20) representantes da empresa paraense North Açaí para uma apresentação técnica sobre a Zona de Processamento de Exportação de Barcarena (ZPE), em mais um movimento do governo estadual para atrair investimentos industriais voltados à exportação com maior agregação de valor.

Com cinco anos de atuação e perfil majoritariamente exportador, a North Açaí avalia a implantação de uma nova unidade industrial na área da ZPE, projeto que pode ampliar sua capacidade produtiva e consolidar a presença da marca no mercado internacional. A empresa estuda a construção de uma planta com aproximadamente 14 mil metros quadrados, com capacidade de armazenagem de até 2 milhões de quilos de polpa, o dobro do volume atual.

A Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec) apresentou a estrutura e os incentivos da Zona de Processamento de Exportação de Barcarena (ZPE) à empresa paraense North Açaí, que estuda instalar uma nova planta industrial no local.

A reunião contou com a participação dos empresários André Lima e Camila Lima, além do consultor Gabriel Lima e dos advogados Michel Viana e Vitor Fonseca. Pela Codec, estiveram presentes o diretor de Estratégia e Relações Institucionais, Pádua Rodrigues; o diretor de Atração de Investimentos e Negócios, Manoel Ibiapina; a gerente de Novos Negócios, Sabrina Sena; e o assessor Evandro Diniz.

Estrutura e incentivos

Durante o encontro, a equipe técnica detalhou as condições operacionais da ZPE, localizada nas proximidades do Porto de Vila do Conde, com acesso à malha rodoviária estadual e às principais rotas de exportação da região Norte. O modelo prevê área alfandegada com controle aduaneiro interno, monitoramento eletrônico 24 horas e rastreabilidade das cargas, reduzindo etapas logísticas até o embarque.

Entre os principais atrativos está o regime tributário específico para empresas com foco exportador, que inclui a suspensão de tributos federais incidentes sobre insumos destinados à produção para o mercado externo e a possibilidade de importar máquinas e equipamentos sem recolhimento imediato de impostos. O ambiente também permite maior flexibilidade em operações financeiras internacionais, dentro das regras que regem as ZPEs.

O projeto de Barcarena, já autorizado pelo governo federal, conta com empresa âncora confirmada, a Bravo Metals. Recursos iniciais foram destinados às primeiras etapas de implantação, como o cercamento integral da área. O processo de alfandegamento junto à Receita Federal está em fase de estruturação administrativa e deve envolver a contratação de empresa especializada para elaboração do projeto técnico exigido pelos órgãos federais.

Estratégia de industrialização

Para a Codec, a possível instalação de uma indústria de açaí na ZPE integra a política estadual de transformação produtiva e de estímulo à industrialização das cadeias econômicas locais, especialmente na bioeconomia.

Segundo o diretor Pádua Rodrigues, o desafio é ampliar a agregação de valor à principal cadeia produtiva do Estado. “Não podemos continuar vendo nossa produção sair em estado primário. Precisamos processar, industrializar e gerar renda aqui dentro do Estado”, afirmou.

André Lima avaliou que a reunião foi esclarecedora e destacou a convergência entre o modelo da ZPE e o perfil exportador da empresa. “Nosso produto já é mais exportado do que consumido aqui. Estamos em busca de uma estrutura que acompanhe esse crescimento. Agora vamos analisar com calma as informações e avaliar os próximos passos”, declarou.

A Codec informou que seguirá prestando apoio técnico nos estudos de viabilidade e nas etapas formais de submissão do projeto, reforçando a estratégia estadual de ampliar a base industrial e a competitividade das exportações paraenses.

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