O Arco Norte ampliou sua participação na logística do agronegócio brasileiro e já responde por uma fatia significativa das exportações de soja e milho do país. Dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que, entre janeiro e outubro deste ano, 37,38 milhões de toneladas de soja saíram pelos portos de Itaqui, Barcarena, Santarém, Itacoatiara e Salvador, 37,2% de todo o volume exportado pelo Brasil no período, que alcançou o recorde de 100,6 milhões de toneladas.
O porto de Itaqui (MA) lidera o escoamento da oleaginosa no corredor, com 14,7 milhões de toneladas, seguido por Barcarena (PA), que embarcou 9,17 milhões de toneladas. No Sudeste e Sul, Santos (SP) segue como maior porta de saída do país, com 32,31 milhões de toneladas, enquanto Paranaguá (PR) movimentou 12,88 milhões e Rio Grande (RS), 7,48 milhões.
No caso do milho, a região Norte já concentra 41,3% de tudo que o Brasil exportou nos dez primeiros meses do ano. Barcarena aparece como o porto que mais embarcou milho no país, com 4,68 milhões de toneladas, o equivalente a 15,7% da participação nacional. Itaqui embarcou 2,26 milhões de toneladas. Santos segue com maior fatia individual (33,3%), enquanto Paranaguá respondeu por 11,6%.
Importação de insumos cresce e fortalece logística
O levantamento também aponta um crescimento de 98% na entrada de fertilizantes pelo Arco Norte. Em quatro anos, o volume quase dobrou: passou de 3,54 milhões de toneladas em 2021 para 7,01 milhões em 2025, no acumulado até outubro. O crescimento está ligado ao aumento do uso do frete de retorno, que reduz o custo logístico ao aproveitar navios que chegam com fertilizantes e retornam carregados com grãos.
Apesar do avanço, Paranaguá (PR) permanece como principal porta de entrada desses insumos. Das 38,35 milhões de toneladas importadas pelo Brasil no período, 9,45 milhões chegaram pelo porto paranaense, alta de 4,52% em relação ao ano anterior. O Arco Norte ocupa agora a segunda posição, à frente de Santos, que recebeu 6,83 milhões de toneladas, contra 7,17 milhões no ano passado.
Segundo o superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth, o avanço da região Norte representa uma mudança consistente no mapa logístico nacional.
“Essa diferença já foi maior. Em 2021, o Arco Norte era apenas a terceira principal rota de entrada de fertilizantes. Hoje está em segundo lugar, refletindo a proximidade com novas fronteiras agrícolas e a expansão da infraestrutura portuária”, afirma.





























