A refinaria Alunorte, instalada em Barcarena, Região Metropolitana de Belém, foi recertificada com o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol, principal referência nacional para contabilização e divulgação de emissões de gases de efeito estufa (GEE). O reconhecimento atesta a qualidade e a transparência das informações reportadas pela companhia sobre suas emissões referentes ao ano de 2025.
A certificação foi concedida após auditoria externa independente realizada pela BVQI do Brasil, que validou os dados ambientais da operação da refinaria. O resultado reforça a estratégia da empresa de ampliar a governança climática e dar maior transparência aos indicadores ambientais divulgados ao mercado, investidores e à sociedade.

A recertificação ocorre em um momento em que a Alunorte intensifica seu plano de redução de emissões. Segundo a empresa, as iniciativas implementadas nos últimos anos permitiram diminuir em 33% as emissões de dióxido de carbono (CO₂) entre 2017 e 2025. O avanço integra a agenda global da Hydro, controladora da refinaria, que busca alcançar a neutralidade de carbono até 2050.

Gerenciado pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (FGVces), o Programa Brasileiro GHG Protocol adapta ao contexto nacional metodologias internacionalmente reconhecidas para monitoramento e reporte de emissões. A certificação exige verificação independente dos inventários corporativos, assegurando que os dados sigam critérios técnicos e científicos.
Para Anderson Martins, vice-presidente Industrial da Alunorte, o reconhecimento evidencia o esforço contínuo da companhia em manter um sistema de monitoramento confiável e auditável.
“A recertificação demonstra o compromisso das equipes com a qualidade dos dados e com a transparência na prestação de contas sobre a evolução das metas ambientais da empresa” afirmou.
O inventário auditado detalha as emissões da refinaria em três categorias. No Escopo 1, que reúne as emissões diretas da operação, foram registradas 2,54 milhões de toneladas de CO₂ equivalente. Já o Escopo 2, relacionado à energia elétrica adquirida, somou 17,7 mil toneladas, refletindo o uso de fontes renováveis. O Escopo 3, que engloba emissões indiretas ao longo da cadeia de valor, incluindo fornecedores e transporte de insumos, alcançou 17,6 milhões de toneladas de CO₂ equivalente.
De acordo com a companhia, a redução gradual desses indicadores está associada a investimentos em modernização tecnológica e na substituição de combustíveis mais intensivos em carbono. Entre as iniciativas estão a troca do óleo combustível pesado por gás natural e a eletrificação de etapas produtivas por meio de caldeiras elétricas alimentadas por energia proveniente de fontes solar e eólica.
A empresa também desenvolve estudos para utilização do caroço de açaí como biomassa energética. O projeto é conduzido em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA) e busca avaliar alternativas renováveis capazes de reduzir ainda mais a pegada de carbono da operação.
Segundo a Alunorte, o inventário de 2025 apresentou nível de incerteza inferior a 1%, indicador considerado relevante para a confiabilidade das medições. A empresa avalia que a combinação entre inovação tecnológica, rastreabilidade de dados e transparência nos relatórios ambientais fortalece a competitividade da alumina produzida no Pará em um mercado cada vez mais orientado por critérios de sustentabilidade.



















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