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Ferrovia até Barcarena, tem previsão?

Vale planeja mais 148 km de ferrovia entre Marabá, Curionópolis, Parauapebas e Canaã.

O Ministério da Infraestrutura (MInfra), do Governo Federal, já recebeu a formalização de nove pedidos de autorização de empresas privadas para construir diferentes estradas de ferro no Pará. Somados, os investimentos previstos para a implantação dessas obras de logística chegam a R$40,6 bilhões e, se os projetos forem concretizados, irão promover a implantação de 3,6 mil quilômetros de malha ferroviária com os traçados, boa parte deles no interior do Estado. A estimativa, segundo o próprio Governo Federal, é que essas ações possam gerar um acumulado de 395,4 mil empregos projetados.

 

 

Entre Curionópolis e Canaã dos Carajás, a Vale pretende criar um ramal de 76 km, com investimento aproximado de R$ 760 milhões, gerando 2.202 empregos durante a fase de implantação.

 

Entre Marabá e Parauapebas, o novo ramal será de 61 km, com investimento previsto de R$ 610 milhões e geração de 1.768 postos de trabalho. E dentro do município de Curionópolis um terceiro ramal com 11 Km de extensão, investimento de R$ 110 milhões e geração de 319 empregos.

 

Mas há outro projeto de ferrovia que retoma e amplia o traçado do primeiro projeto da Fepasa (Ferrovia Paraense), com 1.370 Km, entre Barcarena, Santana do Araguaia, passando por Marabá, mas também com um braço até Açailândia. Esse projeto não é da Vale, mas uma parceria entre as empresas 3G empreendimentos e Logística S.A., que prevê investimentos de R$ 13,7 bilhões, gerando 198.495 empregos. É o mais e mais audacioso entre os apresentados para o Estado do Pará, recentemente. Em outras palavras, é um novo pedido praticamente no mesmo traçado que a Vale solicitou ano passado junto à Sema (Secretaria de Estado de Sustentabilidade Ambiental).

 

A expectativa pelo incremento em logística no Pará acompanha um movimento nacional, impulsionado pelo novo Marco Legal das Ferrovias, sancionado em dezembro de 2021 pelo presidente Jair Bolsonaro. Prevista em Medida Provisória aprovada pelo Congresso Nacional, também no final do ano passado, a nova legislação, entre outros pontos, abriu a possibilidade de empresas desenvolverem segmentos próprios, com recursos 100% privados.

 

 

Fonte: O Liberal, com informações de Ulisses Pompeu

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