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Barcarena 80 anos: da mudança da sede à ascensão do complexo industrial

A transferência da sede administrativa do município da vila de São Francisco Xavier para as margens do Rio Mucuruçá, a instalação de projetos de grande envergadura e a formação da Vila dos Cabanos.

Na terceira parte da série especial que celebra os 80 anos de Barcarena, o Portal Barcarena destaca como a busca pelo progresso marca mudanças históricas que redefiniram, por dois momentos, os rumos do município. O primeiro capítulo se desdobrou durante as décadas de 1960 e 1970, quando ocorreu a transferência da sede administrativa do município da antiga vila de São Francisco Xavier de para as margens do Rio Mucuruçá, e o segundo com a instalação de projetos de grande envergadura e a formação da Vila dos Cabanos, que moldaram o cenário a partir dos anos 1980.

Quando Barcarena se tornou um município emancipado, em 1943, outras intervenções já estavam sendo planejadas, o mais determinante foi concluído gradativamente nos anos seguintes: a criação da sede administrativa do município. A justificativa para tal medida era o desejo de colocar a cidade num lugar com mais oportunidades econômicas e, por isso, no caminho do progresso, conforme a justificativa da gestão do prefeito Frederico Vasconcelos.

Com um longo processo para transferência de sede, a inauguração do prédio da prefeitura municipal, ocorrido em 4 de fevereiro de 1962, durante a gestão do prefeito Raimundo Alves da Costa Dias, é considerado o marco fundador desse novo momento da cidade.

Contudo, foram as gestões dos prefeitos Laurival Campos Cunha (1963-1967) e Claudomiro Correa de Miranda (1967-1971) que promoveram a migração e urbanização do novo centro municipal.

“Laurival Cunha percorria as várias localidades incentivando as famílias a mudarem para a “cidade nova”. A promessa era que, na sede, haveria escolas, hospitais, comércio, facilidades de transporte para Belém e outros serviços até então inacessíveis para os habitantes fixados na zona rural. Assim, por meio dessa migração estimulada, a cidade foi aos poucos sendo povoada”, diz o livro “Barcarena – Cidade da Gente” no capítulo que aborda projeto de transferência da sede municipal para as margens do Rio Mucuruçá.

A segunda fase da transformação de Barcarena se desencadeou nos anos 1980, com a instalação do Complexo Industrial em Barcarena, composto por Portobras, Albras/Alunorte, Imerys e o Núcleo Urbano (Bairro de Operações, Bairro Pioneiro e Laranjal), posteriormente batizado como Vila dos Cabanos. 

A implantação do complexo industrial, resultante de um acordo entre os governos do Brasil e do Japão em 1976, desencadeou grandes transformações socioeconômicas na região. Simultaneamente, a população tradicional, composta principalmente por pescadores e agricultores, foi deslocada para novas áreas, enquanto milhares de trabalhadores de diversas regiões do Brasil e até mesmo do exterior buscavam oportunidades na cidade.

Nesse contexto dinâmico, a Companhia de Desenvolvimento de Barcarena (CODEBAR), encarregada de executar e gerenciar projetos de urbanização para apoiar o funcionamento do complexo industrial, construiu vilas operárias, dando origem aos bairros de Operações e Pioneiro. A Vila dos Cabanos, inicialmente sob administração federal, foi projetada para abrigar os funcionários e familiares das empresas Aluminio Brasileiro (ALBRAS) e Alumina do Norte do Brasil (ALUNORTE), ambas vinculadas à Companhia Vale do Rio Doce (Vale). Posteriormente a gestão foi transferida para a prefeitura e parte das residências foram vendidas aos moradores, tornando a Vila uma parte integral da cidade contemporânea.

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