As exportações de soja pelo Complexo Portuário de Barcarena (PA), registraram forte aceleração em maio, em meio ao pico do escoamento da safra brasileira. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que os embarques da oleaginosa alcançaram US$ 119,5 milhões no mês, crescimento de 169,2% em relação a maio de 2025.
O avanço representa um incremento de US$ 75,1 milhões sobre o resultado registrado no mesmo período do ano passado e fez com que a soja respondesse por 36,4% de toda a pauta exportadora do município no mês.
Beneficiado pela proximidade com os mercados internacionais e pela redução das distâncias em relação aos corredores tradicionais do Sul e Sudeste, o complexo portuário paraense tem ampliado sua participação no comércio exterior brasileiro.
No acumulado de janeiro a maio, as exportações de soja por Barcarena somaram US$ 303,3 milhões, avanço de 76,5% na comparação com os cinco primeiros meses de 2025. O produto respondeu por 23,1% das vendas externas realizadas pelo município no período.
A expansão observada em Barcarena acompanha a trajetória de crescimento do Arco Norte. De acordo com o Anuário Agrologístico 2026 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os portos da região responderam por 36,2% de toda a soja exportada pelo Brasil em 2025. O estudo aponta que as rotas localizadas acima do paralelo 16º Sul já concentram 39,5% das exportações nacionais de soja e milho, impulsionadas pela integração entre rodovias, ferrovias, hidrovias e terminais portuários.
A publicação destaca ainda que Barcarena figura entre os corredores logísticos que vêm ganhando relevância com o avanço da navegação nas hidrovias amazônicas e com os investimentos realizados na infraestrutura de transporte da região. Ao lado de Itaqui (MA), Santarém (PA) e Itacoatiara (AM), o porto paraense integra a principal frente de expansão logística do agronegócio brasileiro.
Em 2025, o Brasil exportou 108,18 milhões de toneladas de soja, volume recorde e 9,48% superior ao registrado no ano anterior. Desse total, mais de um terço foi embarcado pelos portos do Arco Norte, consolidando uma mudança estrutural na geografia das exportações agrícolas do país.

































