A maior refinaria de alumina do mundo em planta única, a Alunorte, consolida sua trajetória com uma estratégia baseada em investimentos robustos em tecnologia e segurança operacional, com ênfase na gestão de resíduos industriais. Nos últimos anos, a empresa se posicionou na vanguarda ao adotar, em larga escala no Brasil, a tecnologia de filtros prensa, iniciativa que demandou aportes superiores a R$ 1 bilhão.
Considerado um dos métodos mais avançados do mundo, o sistema opera com nove unidades capazes de transformar resíduos em material seco, com teor de sólidos de até 78%. Esse resíduo é destinado ao Depósito de Resíduos Sólidos 2 (DRS2), onde é compactado a seco (técnica que amplia a segurança estrutural e reduz em até quatro vezes a área necessária para armazenamento, em comparação a modelos anteriores). A mudança também contribui para a redução de emissões e viabiliza iniciativas como reflorestamento e reaproveitamento industrial.
Parte desse material também é empregada na reabilitação do DRS1. No local, processos de impermeabilização e revegetação permitem que a água da chuva seja considerada limpa ao atingir áreas já recuperadas, ampliando o controle ambiental da operação.
A segurança dos depósitos é sustentada por um sistema contínuo de monitoramento, que combina equipes técnicas próprias, auditorias externas, instrumentação geotécnica avançada e Planos de Ação de Emergência (PAE) atualizados.
“Essas iniciativas mostram que segurança e sustentabilidade caminham juntas e são prioridades permanentes. Seguimos ampliando investimentos e parcerias para evoluir nesses aspectos”, afirma Anderson Martins, vice-presidente Industrial da empresa.
A tecnologia de filtros prensa, desenvolvida pela Metso, vem sendo aprimorada continuamente. A atualização mais recente introduziu um sistema automatizado de controle, que elevou a precisão operacional de 80% para 96%. O modelo permite ajustes autônomos em tempo real, otimizando o desempenho dos equipamentos e garantindo maior eficiência no processo.
Com base nesse histórico, a Alunorte avança agora em uma nova frente de inovação: a construção de uma planta em escala semi-industrial voltada à transformação de resíduos de bauxita em ferro metálico de baixo carbono. O produto apresenta emissões cerca de 50% inferiores às do ferro obtido por rotas convencionais.
O projeto é desenvolvido em parceria com a Wave Aluminium, ligada à holding global New Wave, que investiu R$ 250 milhões na iniciativa. A tecnologia utiliza um reator de micro-ondas, conhecido como “Wave Belt”, que reduz a necessidade de carbono no processo produtivo.
Com as obras civis em fase final, a unidade terá capacidade para processar até 50 mil toneladas de resíduos por ano. A montagem eletromecânica está em andamento, e o início das operações é previsto para o último trimestre deste ano.






























