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INTERNACIONAL

Justiça inglesa arquiva ação internacional sobre naufrágio do navio Haidar em Barcarena

Segundo o tribunal britânico, a ação foi encerrada após questionamentos sobre a autorização de escritório para representar os brasileiros no caso.

A Justiça da Inglaterra arquivou uma ação internacional movida pelo escritório de advocacia Pogust Goodhead em nome de cerca de 18 mil brasileiros afetados pelo naufrágio do navio Haidar, ocorrido em outubro de 2015 no porto de Vila do Conde, em Barcarena, no Pará.

O processo buscava indenizações por danos ambientais e sociais causados após o acidente envolvendo a embarcação de bandeira libanesa, que transportava aproximadamente 5 mil bois vivos com destino à Venezuela. A informação sobre o arquivamento foi publicada pelo site jurídico inglês Law360

Segundo o tribunal britânico, a ação foi encerrada após questionamentos sobre a autorização do escritório para representar os brasileiros no caso. A disputa judicial sobre a legitimidade da representação havia sido levantada pela empresa Salic (UK) Limited ainda em 2021. 

O naufrágio aconteceu em 6 de outubro de 2015 e provocou um dos episódios ambientais mais marcantes da região portuária de Vila do Conde. Grande parte dos animais morreu afogada e, posteriormente, cerca de 730 mil litros de diesel marítimo, além de carcaças bovinas e feno, contaminaram o rio Pará, afetando comunidades ribeirinhas de Barcarena e Abaetetuba.

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De acordo com a ação internacional, pescadores, moradores e trabalhadores da região sofreram impactos ambientais, econômicos e sociais causados pela contaminação da água e pela redução da atividade pesqueira. 

O caso foi levado ao Tribunal Superior britânico porque a Salic, empresa de investimentos sediada no Reino Unido, possui participação na Minerva, companhia apontada como responsável pela contratação do transporte da carga bovina no Haidar.

Documentos publicados pelo Law360 mostram que a Pogust Goodhead chegou a afirmar, em janeiro de 2022, que possuía autorização dos demandantes para ingressar com a ação. No entanto, em novembro de 2025, o próprio escritório pediu a suspensão do processo para investigar se havia autorização válida para atuar em jurisdição estrangeira. 

Enquanto o processo internacional enfrentava novos entraves, a situação do navio Haidar continuou sem solução definitiva no Brasil. A embarcação permanece submersa há quase 11 anos no complexo portuário de Vila do Conde.

As tentativas de retirada do cargueiro passaram por contratos fracassados, disputas judiciais e investigações sobre responsabilidades. Após o descumprimento de acordos firmados entre o Ministério Público Federal (MPF) e a empresa Superpesa, responsável pela remoção, o contrato foi encerrado e a empresa acabou multada. Até o momento, não há previsão oficial para a retirada do navio.

Nos dias seguintes ao acidente, moradores relataram demora nas ações emergenciais para retirada do óleo e das carcaças dos animais, o que agravou os impactos ambientais na região. Comunidades atingidas também denunciaram dificuldades de acesso à água limpa, forte mau cheiro e prejuízos duradouros à pesca e à subsistência das famílias que dependiam diretamente do rio Pará.

Fontes: Revista Galileu/Law360

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